"A experiência de Emoto, iniciada em 1994 foi concluída e publicada no
	Vol.  I, em 1999, mostra que a água apresenta uma mensagem essencial
	para o ser humano,  para o necessário olhar mais profundo e que quando
	observamos através do espelho  da água, a mensagem torna-se surpreen-
	dente, límpida,	inteligível, alertando para  as mudanças que devemos
	empreender no tratamento com as pessoas, plantas, animais  e com o
	ambiente, de maneira a gerarmos, com os nossos pensamentos e pala-
	vras, a energia para a melhoria da qualidade de vida.(..)" 

A MEMÓRIA E A MENSAGEM DA  ÁGUA
                             por Demetrios Christofidis* 

Nos últimos dez anos surgiram informações e evidências que resgatam a percepção de Theodor Schwenk, autor do livro ³Sensitive Chaos² (publicado originalmente em Stuttgart, em 1962), onde apresentou o olhar sobre a água que agora vem sendo confirmado. Dizia ele


³No passado a água era bem mais valorizada e muitas homenagens religiosas eram prestadas à água. As pessoas percebiam que água era a morada de seres divinos dos quais elas só podiam se aproximar com grande reverência, as divindades da água (ou anjos e os arcanjos sutis)².

Os seres humanos gradualmente perderam o conhecimento e a experiência da natureza espiritual da água, e hoje a tratam meramente como uma substância inanimada e pensam em seu aproveitamento a serviço do homem.

Gradualmente aprendeu-se a sujeitar a água às necessidades das conquistas técnicas. Hoje tem-se condição de subjugar sua força, acumular grandes quantidades de água artificialmente em grandes represas, onde a água é degradada pela situação estática. A crescente ideologia tecnológica e comercial, dirigida apenas para a utilidade da água apossou-se de todas as esferas da vida determinando sua valoração material sem respeitar seu valor estético e ético. Uma forma de olhar míope somente voltada para o lucro mediato não pode perceber a coerência vital de todas as coisas da natureza e outros valores além do pensar estreito da economia. Está ficando claro que circulações vivas não podem ser destruídas sem conseqüências terríveis e que a água tem uma informação muito maior a trazer com seu movimento, do que simplesmente se tornar um meio produtivo.

A humanidade perdeu, não apenas a dimensão espiritual com natureza da água, mas está agora correndo o risco de perder a substância física. As fontes de água que estão secando em todo o mundo são um sintoma deste aproveitamento que insiste em não considerar o desenvolvimento sustentável.

Schwenk, na década de 60, escolheu usar a palavra ³elemento², em lugar de ³estado físico², para denominar a água e o ar, pelo significado mais rico que inclui o conceito de processos ativos expressando a natureza essencial dos elementos, preocupado não com a composição química, mas com o movimento dos elementos que fluem, e as formas que surgem através desse movimento, não diferenciando a água como aparece na natureza e os fluidos dentro dos organismos vivos. Tornando claro que certas formas arquetípicas de movimento podem ser encontradas em todas as coisas que fluem, independente de sua composição química, percebe-se assim que quanto mais flui o elemento menos denso se torna elevando-se a dimensões mais sutís.

Na última década merece destaque a experiência realizada pelo japonês Masaru Emoto, tratada em seu livro ³A Mensagem da Água² que revela imagens impressionantes que nos conduzem a consciência reflexiva e ao valor da natureza. Ele congelou amostras de água que examinadas com um microscópio de campo escuro dotado de equipamento fotográfico permitiu observar que o arranjo da estrutura hexagonal da água apresentou mudanças expressivas quando em ambiente de energias vibracionais humanas como pensamentos, palavras, mensagens, orações e música.

A experiência de Emoto, iniciada em 1994 foi concluída e publicada no Vol. I, em 1999, mostra que a água apresenta uma mensagem essencial para o ser humano, para o necessário olhar mais profundo e que quando observamos através do espelho da água, a mensagem torna-se surpreendente, límpida, inteligível, alertando para as mudanças que devemos empreender no tratamento com as pessoas, plantas, animais e com o ambiente, de maneira a gerarmos, com os nossos pensamentos e palavras, a energia para a melhoria da qualidade de vida.

Percebemos que a vida humana está conectada diretamente à qualidade de nossa água, tanto da água que está dentro como a que está em torno de nós, e que tanto alteramos os outros como a nós mesmos a partir dos pensamentos e da verbalização que interfere nas águas.

Pela pesquisa observou-se que a aparência física não é a única coisa que muda. Com as energias vibracionais, o arranjo da estrutura molecular da água também se altera, ou seja, a energia ou as vibrações afetam o formato molecular da água. Nesta percepção a água tanto tem a habilidade de espelhar visualmente o meio ambiente como também refletir pelo arranjo molecular esse mesmo ambiente.

O livro inicial de Emoto ³The message from water is telling us to take a look at ourselves² (códigos ISBN 9784939098000 e 1920040026671), complementado em 2001 pelo vol. II: ³Hado creates words, words are the vibrations of nature. Therefore beautiful words create beautiful nature, ugly words create a ugly nature. This is the root of the Universe² (ISBN 9784939098048 e 1920040027005).

A experiência de Emoto e sua equipe permite compreender melhor o artigo ³A biologia da era da matéria à era da informação: o poder da água é imenso², de Jacques Benveniste (publicado na revista: Science Revue/NR.8, trimestral, abril 2002), que refere-se às pesquisas que Benveniste realizou em 1985, com sistemas hipersensíveis (alérgicos), ocasião em que trouxe à luz os fenômenos de alta diluição, denominados pela mídia de ³a memória da água², no qual há citação de que ³a vida depende de sinais que as moléculas trocam entre si².

Ele afirmou que não há nenhum processo vital, mesmo o simples levantar um dedo mínimo, sem troca de sinais entre as moléculas, e que elas se falam em uma cadeia de eventos bioquímicos extraordinariamente complexa para que um dedo se mova.

A pesquisa de Benveniste começou quando fazia diluições sucessivas de uma molécula ativa na água, ocasião que sua equipe constatou que a molécula originalmente diluída não mais existia na amostra e que quem continuava a agir era a água. Em seguida, perceberam que a água continha um sinal, uma memória.

A descoberta foi ocasional, eles tinham um sistema que funcionava no sentido de ativar as células do sangue especializadas na resposta alérgica: os basófilos que quando ativados liberam substâncias entre as quais a histamina, responsável pelos sintomas alérgicos que ativados num tubo de ensaio reproduzem o modelo da alergia.

Ao diluir muitas vezes a molécula ativadora e os basófilos verificaram que a reação continuava, concluindo com isto, que era a água que agia e não o ativador. Passaram então a perceber uma nova situação, a de que a água continha um sinal eletromagnético que eles podiam reproduzir. Entenderam que havia alguma coisa na água, e que não era a molécula em si, era um sinal, como aquela voz numa fita magnética, porém sem a presença da pessoa. Benveniste explicou que se considerarmos a água como uma fita magnética o registro de algo e sua reprodução será simples.

Concomitantemente com a realização da pesquisa de Emoto no Japão (1994-99), um trabalho, em mesma espiral evolutiva e de percepções, realizava-se, pelo esloveno Marko Pogacnik. A percepção das diversas dimensões da terra e da água, o levaram a implementar a litopuntura (acupuntura da terra) e a integração da água, com indicação dos principais centros de energia no Planeta, em especial, no Circuito das Águas ­ em MG, e nas ³Águas Emendadas² no DF.

Sua percepção integral e evolutiva levou-o a publicar ³Brasil uma trilha para o paraíso², do qual pude destacar pelo limite auto imposto ao meu texto apenas o seguinte:

³Determinados centros energéticos estão espalhados pelo corpo humano para desempenhar uma importante função: atrair da circunvizinhança cósmica ou terrestre aquelas energias e informações que o ser humano necessita para sua vida multidimensional. Na segunda fase de sua atividade, eles harmonizam as energias captadas no exterior com a qualidade de vibração do corpo humano para então, numa terceira fase, estende-las sobre os campos da aura².

³Água significa pureza, clareza, saber².

³Como seres humanos livres temos, cada um, a capacidade de transformar nossas idéias restritivas e paralisantes, de nos abrirmos para a plenitude e a multidimensionalidade da vida².

³As diversas camadas e funções que reconhecemos na paisagem existem também, em miniatura, em nós mesmos e vice-versa. Por isso é impossível afirmar que Cristo tenha se encarnado no ser humano sem que a tenha feito, simultaneamente, na Terra, na Natureza, na paisagem².

³A Terra nos últimos anos um processo autocurativo e transformador, através do qual ela atingirá um novo estágio da sua evolução. Fala-se das, alterações da Terra², mas de fato trata-se de um processo de grande envergadura, de modo que eu preferiria empregar a expressão transformação da Terra².

O livro de Marko Pogacnik, editado em 1999, apresenta um capítulo final de responsabilidade do Dr. Jean ­ Pierre Garel, da França, que de forma profunda e fundamentada suporta e explica os cristais de água que estavam sendo fotografados no mesmo período, no Japão, por Massaro Emoto. Assim se refere Garel:

³No estado líquido ou em solução aquosa, a molécula de água se associa à si mesma e à tudo que ela dissolve na forma de grupos supramoleculares. Estes verdadeiros ³casulos de água² tem tamanhos e formas diversas de acordo com a sua composição, a substância-mãe que eles envolvem, abrigam, dissimulam. Uma tal organização baseia-se na existência de ligações de fraca energia conhecidas como ligações fracas ou pontes de hidrogênio, descritas pelos físicos nos anos 20. Elas se combinam milhares de vezes por segundo. Estas mesmas ligações de energia fraca se encontram em todas as estruturas biomoleculares de uma célula viva: enzimas, ácidos nucléicos, membranas. São diretamente responsáveis por suas formas e, assim, por suas funções.

³Partir estas formas com produtos tóxicos, alopáticos, por exemplo, é atacar suas funções primordiais, desarticular, desorganizar, desequilibrar o funcionamento de uma célula, justamente o contrário de tratar, menos ainda de curar. Como se poderia curar atacando, partindo?²

³A forma complexa da água, líquido universal, se liga a funções complexas que fazem dela um excelente detetor de toda espécie de impacto ambiental, seja ele químico, eletromagnético ou geobiológico. De acordo com o seu estado de estruturação interna ­ ordem ou desordem ­ a água serve como bioindicador. É sob uma forma altamente ordenada depois de uma dinamização, natural no caso de uma fonte termal ou provocada na homeopatia, que as virtudes terapêuticas da água melhor podem ser aproveitadas².

Cientificamente, a água é mãe².

A estruturação ternária da água em corpos físico, sensível e sutil, faz da água um organismo vivo primitivo, uma espécie de matriz primordial da vida. Esta matriz aquosa carrega em si mesmas as qualidades intríncecas de pré-formação reconhecidas como características da maternagem.

O corpo físico representado pelo casulo hídrico, primeiro nível de organização, envelope natural de toda substância biológica, orgânica e mineral.

• O corpo emocional, ou rede de casulos e o segundo nível tendo o papel de ressonador que capta e restitui freqüências principalmente dentre da gama das microondas, mas também de outras também úteis em tratamentos de saúde.

• O corpo sutil, É o terceiro nível, de comunicação imaterial. Ele permite a transferência de informações à curta distância, sem energia física. Ele é facilmente demonstrável através de experiência biomédicas utilizando o reflexo aurículo-cardíaco.

³Esta terceira dimensão da água tem muitas analogias com a nossa consciência, sendo também uma realidade imaterial, emergente da organização em rede de unidades corticais chamados cilindros de nossos neurônios. Este paralelismo perturbador tem qualquer coisa que se assemelha a um biocampo². Foi um curso de neurofisiologia a estudantes de osteopatia em março de 1999 que pôs neste caminho promissor, o que o levou a citar. ³tenho certeza de que Marko Pagacnick percebe na água uma consciência e, espero também o percebam muitos outros terapeutas da alma e do corpo. Curar a terra significa primeiro curar a água que dela emana, que ela transfere de um ponto à outro e recicla a todo instante. A água que purifica, dissolve, vivifica os desertos, carrega vida e prosperidade, fecundidade e felicidade².

³Curar a terra significa primeiro curar a si mesmo². Curar a terra ou curar a água é, antes de tudo, mudar o olhar sobre si mesmo, sobre os outros e sobre as coisas ligadas, pois tudo se liga².

³Nós não somos um elemento ou um componente da terra ou da sociedade dos seres vivos, mas um constituinte interativo de um conjunto, de uma totalidade. Isto muda tudo, permite que tudo possa ser trocado, tornando a vida mais rica e harmônica.²

 

Demetrios Christofidis é Doutor em Gestão Ambiental / CDS - UnB e gentilmente autorizou a publicação do mesmo em nosso site da Flor da Vida.